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Lideranças do Centrão estão rejeitando o nome de Romeu Zema como possível vice na chapa de Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026. O principal motivo são declarações polêmicas do ex-governador de Minas Gerais sobre o Nordeste, feitas em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em 2023.
Na ocasião, Zema comparou o Brasil a um “produtor rural” que favoreceria regiões menos produtivas. Ele afirmou que o país funciona como um produtor que “dá tratamento bom para as vaquinhas que produzem pouco e deixa de lado as que estão produzindo muito”, referindo-se aos estados nordestinos. A fala foi interpretada como preconceituosa e gerou críticas do Consórcio Nordeste, que reúne os governadores da região.
Para o Centrão, as declarações representam uma “bomba eleitoral” que pode prejudicar toda a campanha presidencial. O bloco avalia que adversários, especialmente o governo Lula, vão explorar essas falas para atacar a chapa no Nordeste, região que concentra mais de 40 milhões de eleitores e onde o PT tem forte presença.
A preferência do Centrão é pela senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro. Ela é vista como uma opção mais segura, sem declarações polêmicas, com bom trânsito político e capacidade de ampliar alianças para a campanha.
Apesar da resistência, Zema continua sendo o nome preferido do núcleo mais próximo de Flávio Bolsonaro. No último sábado (11), após pesquisa Datafolha mostrar empate entre Flávio e Lula, os dois apareceram juntos nas redes sociais brincando sobre uma possível composição de chapa, sugerindo que a parceria está sendo considerada.
A disputa pela vaga de vice expõe as tensões entre diferentes grupos dentro da aliança bolsonarista. Enquanto o Centrão prioriza a segurança eleitoral, o entorno de Flávio valoriza o alinhamento ideológico com Zema. A decisão final ainda não foi tomada e deve gerar mais debates nos próximos meses.