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O presidente Lula já assinou a nomeação do juiz federal Fausto Mendanha Gonzaga, da Seção Judiciária de Goiás, para ocupar a vaga aberta no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) com a aposentadoria do desembargador Novély Vilanova. O ato está em trâmite interno no Palácio do Planalto, e a decisão já foi comunicada informalmente a ministros do STF.
A escolha representa uma vitória do ministro da Justiça, Flávio Dino, que apadrinhou o nome de Gonzaga durante todo o processo. Do outro lado da disputa estava o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, que articulava a nomeação de Henrique Gouveia da Cunha, juiz-auxiliar de seu próprio gabinete.
Antes das eleições, Lula e Nunes Marques se reuniram em um encontro reservado no qual o presidente deixou claro que a conduta do ministro à frente do Tribunal Superior Eleitoral seria o critério decisivo para a nomeação. Lula pediu que Nunes Marques mantivesse tratamento isonômico entre todas as candidaturas, lembrando que sua cadeira no Supremo havia sido preenchida por Jair Bolsonaro.
Fontes do governo avaliam que a atuação de Nunes Marques no TSE, considerada favorável a Flávio Bolsonaro em episódios-chave da campanha, eliminou as chances de seu candidato. O que era uma disputa aberta nas últimas semanas se consolidou em favor do nome apoiado por Dino.
A nomeação de Gonzaga encerra um dos capítulos mais discretos e disputados da relação entre o Executivo e o Judiciário neste segundo mandato de Lula. A publicação no Diário Oficial da União, que formaliza a chegada do novo desembargador ao TRF-1, deve ocorrer nos próximos dias.