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A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) em todos os postos de saúde do país. A ação acontece em um momento de alerta: o Brasil já registrou mais de 14 mil casos graves de doenças respiratórias em 2026, e o vírus da gripe (influenza) está entre os principais causadores dos quadros mais sérios. Para proteger a população, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 15 milhões de doses da vacina para estados e municípios.
A gripe é diferente do resfriado comum. Enquanto o resfriado causa sintomas leves como coriza e espirros, a gripe provoca febre alta, dor forte no corpo e cansaço intenso. Em casos mais graves, especialmente em pessoas vulneráveis, a doença pode evoluir para pneumonia e levar à morte. Por isso, a vacinação é fundamental para prevenir complicações.
A vacina gratuita pelo SUS é destinada a grupos prioritários: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, pessoas com doenças crônicas (como diabetes e asma) e profissionais de saúde e educação. Essas pessoas têm mais risco de desenvolver formas graves da doença. Quem não faz parte desses grupos pode se vacinar em clínicas particulares.
A vacina contra a gripe precisa ser tomada todos os anos por dois motivos: o vírus muda constantemente, exigindo atualização da fórmula, e a proteção diminui com o tempo, especialmente em idosos. A vacina não causa gripe porque é feita com fragmentos inativos do vírus, incapazes de provocar a doença. Mesmo vacinada, a pessoa pode pegar gripe, mas os sintomas serão muito mais leves.
Quem estiver com sintomas leves, como coriza, pode se vacinar normalmente. Já quem estiver com febre deve esperar melhorar. Pessoas que tiveram gripe ou Covid recentemente também podem tomar a vacina, desde que já tenham se recuperado.
A campanha começa agora para garantir que a população esteja protegida antes do pico de circulação do vírus, que ocorre no outono e inverno. “Adiar a vacinação aumenta a chance de pegar gripe justamente quando o vírus está se espalhando com mais intensidade”, alerta a infectologista Isabella Ballalai, da Sociedade Brasileira de Imunizações.