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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 será aplicado nos dias 9 e 16 de novembro, e uma dúvida recorrente entre os candidatos é por que dois participantes que acertam a mesma quantidade de questões acabam com notas diferentes. A resposta está na Teoria de Resposta ao Item (TRI), sistema utilizado pelo Inep para corrigir as provas.
A TRI analisa não apenas quantas questões o candidato acertou, mas quais foram essas questões. Cada item da prova recebe uma classificação que considera três fatores:
Dificuldade da questão (fácil, média ou difícil);
Discriminação, ou seja, o quanto a questão diferencia quem domina o conteúdo;
Acerto ao acaso, que mede a probabilidade de o participante acertar no chute.
Com base nesses parâmetros, o modelo valoriza o desempenho coerente. Isso significa que, se um candidato acerta questões difíceis, mas erra as fáceis, o sistema entende que ele pode ter acertado por sorte — o que reduz sua nota final.
Em um exemplo prático, um estudante que acerta 30 questões fáceis e médias pode obter nota maior que outro que acerta 40, mas erra as mais simples. A TRI premia a consistência nas respostas, não apenas o número de acertos.
De acordo com o Inep, essa metodologia garante mais justiça e equilíbrio entre os participantes, evitando distorções causadas por acertos aleatórios e permitindo comparar as notas de diferentes edições do exame.
Os especialistas recomendam que o candidato priorize as questões fáceis e médias antes de enfrentar as mais difíceis. Assim, aumenta suas chances de manter um padrão de coerência valorizado pela TRI.
As notas mínimas e máximas variam conforme o nível de dificuldade da prova, e, por isso, não seguem uma escala fixa de 0 a 1.000 pontos.
Em resumo, no Enem, não basta acertar mais — é preciso acertar com lógica e coerência.