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A equipe de transição do governador eleito Eduardo Braide (PSD) solicitou ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) a suspensão de pagamentos vinculados a um contrato da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O pedido foi motivado pela ausência de detalhes sobre os repasses, que não foram devidamente esclarecidos ao grupo durante o período de passagem de gestão.
O processo foi distribuído ao conselheiro Osmário Guimarães, que atua como relator do caso. Antes de se posicionar sobre o bloqueio dos valores, o TCE-MA aguarda a manifestação oficial da Seduc, que terá a oportunidade de apresentar documentos e justificativas sobre a regularidade do contrato em questão.
A falta de transparência nos dados repassados à equipe de transição é o ponto central da solicitação. Segundo o grupo ligado a Braide, as condições e os valores do contrato não foram apresentados de forma satisfatória, o que levantou questionamentos sobre a legitimidade das despesas em um momento sensível de troca de comando no Palácio dos Leões.
A equipe de transição é coordenada por Caroline Marques Salgado e conta ainda com David Col Debella, Manuella Oliveira Fernandes, Silvana Carla Costa dos Santos e Simão Cirineu. O grupo tem adotado uma postura rigorosa na análise de contas e contratos da gestão que se encerra, buscando evitar surpresas fiscais no início do novo mandato.
O fato de o pedido envolver a pasta da Educação amplifica sua relevância, uma vez que a Seduc concentra um dos maiores orçamentos do estado e presta serviços essenciais a milhões de estudantes maranhenses. Qualquer irregularidade nessa área pode ter impacto direto na qualidade do ensino público.
O desfecho do caso depende agora da resposta da Seduc e da análise do conselheiro relator. Até que o Tribunal se manifeste, os pagamentos permanecem sob escrutínio, e a equipe de Braide já sinalizou que não abrirá mão de clareza total nas contas públicas do Maranhão.