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Será o estopim para a queda do STF? Toffoli confirma sociedade em empresa ligada a negócio com gestora investigada - Blog do Irmão Francisco


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Será o estopim para a queda do STF? Toffoli confirma sociedade em empresa ligada a negócio com gestora investigada

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, confirmou que é sócio da Maridt Participações, empresa da sua família que manteve relações comerciais com um fundo administrado pela Reag Investimentos — gestora que está no centro de investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master. A revelação ganhou repercussão após o nome do ministro aparecer em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco investigado.

A Maridt fazia parte do grupo empresarial responsável pelo resort de luxo Tayayá, no Paraná. A empresa começou a vender sua participação no empreendimento em 2021. Parte das cotas foi adquirida por um fundo administrado pela Reag, e o restante foi negociado em fevereiro de 2025, encerrando o vínculo da família de Toffoli com o negócio.

A Reag Investimentos se tornou alvo da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. De acordo com as investigações, a gestora teria participado da criação e administração de fundos usados para movimentações financeiras consideradas atípicas e para inflar artificialmente o patrimônio do banco. Diante do avanço das apurações, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da empresa.

O caso ganhou ainda mais relevância porque Toffoli é o relator, no STF, da investigação envolvendo o Banco Master. As mensagens encontradas no celular de Vorcaro citam o nome do ministro, o que gerou questionamentos sobre possível conflito de interesses e aumentou a pressão política em torno da atuação da Corte.

Em nota oficial, Toffoli afirmou que sua participação na empresa familiar é legal e permitida pela Lei Orgânica da Magistratura, desde que o magistrado não exerça função de gestão — o que, segundo ele, não ocorre. O ministro também declarou não ter qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro e classificou como “ilações” as menções ao seu nome.

A situação reacendeu debates sobre transparência, ética e credibilidade no Judiciário, especialmente em um momento de forte polarização política no país. Embora não haja, até o momento, acusação formal contra o ministro, o episódio amplia a pressão pública e levanta questionamentos sobre os impactos do caso na imagem do STF.

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