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A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta dificuldades internas e críticas de aliados. Nos bastidores, cresce a insatisfação com a forma como a articulação política vem sendo conduzida.
Parte das críticas é direcionada ao senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável por coordenar a candidatura. Integrantes relatam excesso de centralização nas decisões e dificuldades para integrar diferentes grupos do partido.
Aliados também apontam problemas na estratégia de comunicação, afirmando que a pré-campanha tem dificuldade para criar fatos políticos e ocupar espaço na imprensa, mantendo sua visibilidade principalmente por meio das redes sociais.
Outro foco de tensão envolve o chamado “comitê dos EUA”, núcleo com influência nas decisões estratégicas e que teria participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Segundo interlocutores, isso gera ruídos internos e lentidão nas definições.
A crise ganhou dimensão pública após um vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro, no qual expôs desentendimentos com Flávio, ampliando o desgaste dentro do grupo político.
Além disso, uma carta enviada por Flávio aos Estados Unidos, pedindo apenas o adiamento — e não o cancelamento — das tarifas sobre produtos brasileiros, gerou críticas e, segundo integrantes do governo federal, acabou fortalecendo politicamente o presidente Lula.