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Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo prendeu nesta terça-feira (24) 13 pessoas acusadas de participar de uma quadrilha que aplicava golpes pelo celular. O esquema criminoso pode ter movimentado mais de R$ 100 milhões. Os principais alvos eram pessoas idosas, que eram enganadas por criminosos que se passavam por funcionários do INSS, o órgão responsável pelo pagamento de aposentadorias e benefícios no Brasil.
O golpe funcionava assim: os criminosos ligavam para a vítima dizendo que era necessário fazer uma atualização no cadastro do INSS. Durante a ligação, pediam para a pessoa instalar um aplicativo no celular, que supostamente seria o programa oficial do órgão. Na verdade, era um aplicativo falso. Ao instalar o programa, a vítima sem querer dava acesso total ao celular para os golpistas, que conseguiam ver senhas e entrar nos aplicativos de banco para roubar o dinheiro.
Um dos suspeitos de comandar a quadrilha é o cantor João Vitor Guido, mais conhecido como MC Negão Original. Segundo as investigações, ele usava empresas de fachada, que são negócios criados apenas para esconder atividades ilegais, para movimentar cerca de R$ 20 milhões em um ano. Além dos golpes do INSS falso, o MC também aplicava fraudes usando uma casa de apostas online ilegal, onde seus fãs eram induzidos a jogar em uma plataforma programada para que sempre perdessem.
Em vídeos apreendidos pela polícia, MC Negão Original aparece dentro de uma van com outros homens exibindo armas enquanto entravam no condomínio onde mora, em Arujá, na Grande São Paulo. Durante a operação, policiais foram até o local, mas não encontraram o cantor. Ele é considerado foragido da Justiça.
As investigações descobriram que os golpistas trabalhavam dentro de apartamentos de luxo na Zona Leste de São Paulo. O dinheiro roubado era enviado para uma fintech, que é uma empresa que oferece serviços financeiros pela internet, e depois distribuído em várias contas de “laranjas”. Laranjas são pessoas que emprestam seus dados bancários para que criminosos movimentem dinheiro ilegal. Um dos suspeitos, que dizia ser mecânico, tinha um carro esportivo avaliado em R$ 3 milhões.
Durante a operação, foram cumpridos 120 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A Justiça determinou o bloqueio de bens de 59 pessoas e 27 empresas ligadas ao esquema. Agora, as autoridades trabalham para rastrear e recuperar o dinheiro roubado das vítimas.