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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sugeriu que o Supremo Tribunal Federal (STF) aguarde a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal antes de decidir se o ex-presidente Jair Bolsonaro cometeu falta grave durante a prisão domiciliar.
A manifestação foi feita a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Ele solicitou à PGR uma análise sobre se a apreensão de uma arma registrada no nome de Bolsonaro poderia representar descumprimento das condições impostas pela Justiça.
No parecer, Gonet afirmou que a investigação ainda está em fase inicial e que não há, neste momento, elementos suficientes para caracterizar infração disciplinar. Segundo ele, é necessário esperar o resultado das apurações para uma decisão mais segura.
A defesa de Bolsonaro também terá 48 horas para se manifestar. Após isso, caberá a Moraes decidir se mantém, prorroga ou revoga a prisão domiciliar humanitária, cujo prazo inicial de 90 dias venceu nesta quinta-feira (25).
O caso teve início após a apreensão de uma pistola registrada no nome do ex-presidente durante uma blitz da Polícia Militar no Distrito Federal. A arma estava com um militar e foi recolhida por falta da documentação exigida no transporte.
Em depoimento, Bolsonaro confirmou ser o dono da arma e afirmou que ela estava em sua residência durante o período da prisão domiciliar. A investigação agora busca esclarecer se houve apenas irregularidade administrativa ou possível violação das regras impostas pelo STF.