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A Polícia Federal prendeu nove pessoas durante a 4ª fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de desvios de aposentadorias e pensões do INSS. O prejuízo estimado chega a R$ 6,3 bilhões.
Entre os presos estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e o ex-procurador do órgão, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho. Também teve prisão decretada Antônio Carlos Antunes Camilo, o “Careca do INSS”, apontado como líder do esquema — ele já estava preso desde setembro.
A PF cumpriu 63 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em 14 estados.
Segundo a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU), o grupo realizava descontos ilegais nos benefícios de aposentados, simulando a cobrança de mensalidades por associações falsas. Os valores eram desviados sob a justificativa de oferecer serviços como assistência jurídica e descontos em planos de saúde.
O escândalo provocou a queda do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, substituído por Wolney Queiroz.
O governo iniciou a devolução dos valores descontados indevidamente, beneficiando 4,8 milhões de aposentados e pensionistas. As contestações podem ser feitas até 14 de fevereiro de 2026 pelo Meu INSS, Central 135 ou agências dos Correios.
A defesa de Stefanutto afirma que a prisão é ilegal e que ele colabora com as investigações. Já o advogado de Camilo disse que ainda não teve acesso à decisão.
A Operação Sem Desconto segue em andamento e investiga crimes como corrupção, estelionato previdenciário e lavagem de dinheiro.