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O apresentador José Luiz Datena (PSDB) e o empresário Pablo Marçal (PRTB) chegaram a um acordo na Justiça de São Paulo para encerrar todos os processos que um movia contra o outro por causa da cadeirada que aconteceu durante um debate eleitoral em setembro de 2024. O episódio ganhou grande repercussão nacional e gerou batalhas judiciais entre os dois.
O acordo foi homologado, ou seja, aprovado oficialmente pela Justiça, na sexta-feira (27), pela juíza Priscilla Bittar Neves Netto, da 30ª Vara Cível de São Paulo. Com a decisão, ficam extintas todas as sete ações que tramitavam entre Datena e Marçal nas esferas criminal, cível e eleitoral. As ações haviam sido abertas durante a campanha para prefeito de São Paulo, vencida por Ricardo Nunes (MDB), que foi reeleito.
Os termos do acordo, ou seja, o que cada um cedeu ou recebeu para encerrar a disputa judicial, não foram divulgados publicamente. A assessoria de Marçal informou que o empresário pretende realizar uma coletiva de imprensa na terça-feira (3) para falar sobre o assunto.
A agressão aconteceu durante um debate organizado pela TV Cultura com os candidatos à Prefeitura de São Paulo. Na ocasião, Marçal fez provocações a Datena, citou uma denúncia de assédio sexual contra o apresentador, que foi arquivada pelo Ministério Público por falta de provas, e o chamou de “arregão”. Datena respondeu chamando Marçal de “bandidinho” e, em seguida, o agrediu com uma cadeira.
Após a cadeirada, Marçal foi levado ao Hospital Sírio-Libanês, onde sua equipe informou que ele sofreu uma fratura na costela. Datena foi expulso do debate pela organização. O apresentador disse na época que “perdeu a cabeça” ao lembrar da morte da sogra, que segundo ele teria sofrido um AVC após tomar conhecimento da denúncia de assédio contra ele.
Além do acordo com Datena, Marçal também fez um acordo com Guilherme Boulos (PSOL) para paralisar um processo na Justiça Eleitoral sobre um laudo médico falso que foi publicado durante a campanha. Por causa desse documento falso, que tentava associar Boulos ao uso de drogas, Marçal já havia sido condenado a pagar R$ 100 mil de indenização ao candidato do PSOL na justiça comum.