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O dinheiro aumenta, mas não compra nada: por que a economia cresce e o brasileiro continua no aperto? - Blog do Irmão Francisco


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O dinheiro aumenta, mas não compra nada: por que a economia cresce e o brasileiro continua no aperto?

Os indicadores oficiais da economia brasileira mostram um cenário aparentemente favorável: o PIB cresceu 2,3% em 2024, o desemprego caiu para 5,6% — menor taxa da história — e o rendimento médio real bateu recorde de R$ 3.560. No entanto, esses números não refletem a realidade vivida pela população. A diretora de escola Cibelle precisou usar reservas guardadas desde 2020 para cobrir despesas básicas. A aposentada Maria Madalena trocou carne por frango e passou a parcelar compras no cartão. “O dinheiro aumenta, mas não dá para comprar nada”, resume.

Dois fatores explicam esse descompasso entre crescimento econômico e empobrecimento real: inflação que não dá trégua e juros nas alturas. O IPCA fechou em 4,26%, o que significa apenas que os preços subiram mais devagar — não que tenham parado de subir. Para conter a alta, o Banco Central elevou a Selic para 15% ao ano, maior patamar em quase duas décadas. Com crédito caro, o consumo das famílias praticamente estagnou no último trimestre, crescendo apenas 1,3% no ano contra 5,1% em 2023.

O peso recai de forma desigual sobre a população. Famílias mais pobres gastam proporcionalmente mais com alimentos, energia e medicamentos — justamente os itens que mais subiram. O endividamento atingiu níveis alarmantes: 73,5 milhões de brasileiros estavam negativados em dezembro, quase 45% da população adulta. Mesmo profissionais de classe média relatam cortes em viagens e lazer para conseguir fechar as contas no fim do mês.

Por trás do crescimento existe uma fragilidade estrutural. Boa parte do avanço do PIB veio da agropecuária exportadora, setor que gera riqueza mas distribui pouco internamente. Os investimentos produtivos cresceram inflados por compras pontuais de plataformas de petróleo, sem significar ampliação real da capacidade das empresas. A produtividade da economia caiu e permanece abaixo do nível de 2013.

Para 2025, o cenário não traz grande alívio. A agropecuária não deve repetir o desempenho excepcional, o ano eleitoral aumenta incertezas e, mesmo que os juros comecem a cair, o efeito demora meses para chegar ao bolso do consumidor. O resultado é uma economia que avança nas estatísticas, mas continua falhando em melhorar de fato a vida dos brasileiros.

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