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O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado no domingo (15) na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, provocou forte repercussão política. A agremiação apresentou um enredo contando a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde a origem humilde até a chegada ao Palácio do Planalto.
Antes da apresentação, parlamentares da oposição tentaram barrar o desfile na Justiça, alegando que a homenagem poderia configurar propaganda eleitoral antecipada. O pedido foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral, que permitiu a realização do evento, mas alertou para possível risco de irregularidades caso fosse comprovado uso indevido de recursos públicos.
Após o desfile, o Partido Novo anunciou que pretende acionar a Justiça Eleitoral pedindo a inelegibilidade do presidente. A legenda argumenta que houve promoção pessoal com dinheiro público. Outros parlamentares também afirmaram que irão protocolar ações para que o caso seja investigado.
Entre os críticos estão os senadores Flávio Bolsonaro e Sergio Moro, além do deputado Nikolas Ferreira. Eles defendem que o carnaval não deve ser utilizado como espaço para promoção política e pedem apuração sobre possível abuso de poder.
Durante a semana, a Comissão de Ética Pública da Presidência divulgou orientações sobre a participação de autoridades nas festas de Carnaval. A primeira-dama Janja da Silva chegou a ser cotada para desfilar, mas decidiu não participar diretamente da apresentação, afirmando que a decisão foi tomada para evitar questionamentos.
Após o evento, o presidente publicou mensagem nas redes sociais elogiando os desfiles e destacando a emoção de acompanhar a homenagem. Enquanto apoiadores celebram o reconhecimento à sua trajetória, a oposição promete levar o caso adiante na Justiça, mantendo o episódio no centro do debate político.