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As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4, que desapareceram há dez dias em Bacabal, interior do Maranhão, continuam sem pistas concretas sobre o paradeiro das crianças. A operação mobiliza uma ampla força-tarefa formada por policiais, bombeiros, Exército, voluntários e moradores, que atuam 24 horas por dia em áreas de mata fechada e de difícil acesso.
O desaparecimento ocorreu no dia 4 de janeiro, quando os irmãos saíram para brincar com o primo, Anderson Kauã, de 8 anos, no povoado quilombola de São Sebastião dos Pretos e não retornaram. O caso chamou atenção imediata dos moradores e das autoridades pela falta de explicações e pelos desafios geográficos da região, marcada por mato fechado, lagos e trilhas irregulares.
Após três dias de buscas, Anderson Kauã foi encontrado com vida por produtores rurais, próximo a uma estrada e um rio, e levado ao hospital, onde recebe cuidados médicos e psicológico. Segundo relatos, ele disse às autoridades que teria deixado os primos em uma casa abandonada na mata para buscar ajuda, mas não soube informar mais detalhes sobre o que aconteceu depois.
Apesar do apoio intenso — com helicópteros, drones com sensores térmicos, cães farejadores e mais de 600 pessoas envolvidas —, Ágatha e Allan ainda não foram encontrados. Autoridades trabalham em um território estimado em cerca de 10 mil hectares, o que dificulta as buscas e exige estratégias de varredura contínuas.
Nos últimos dias, voluntários localizaram peças de roupas infantis e outros objetos em áreas de mata, mas a família descartou que os itens pertençam aos irmãos desaparecidos. A Polícia Civil segue analisando o material encontrado e reforçando as investigações com perícias no local.
O clima na comunidade é de angústia e expectativa, enquanto parentes e moradores aguardam por qualquer sinal que leve ao encontro de Ágatha e Allan. As autoridades mantém o compromisso de não interromper as buscas até que as crianças sejam localizadas, afirmam responsáveis pela operação.