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O governo federal informou que não pretende reduzir os juros cobrados no programa Minha Casa, Minha Vida, mesmo que a taxa básica de juros do país, a Selic, comece a cair nos próximos meses. A declaração foi feita pelo ministro das Cidades, Jader Filho, durante um evento realizado no BNDES.
Segundo o ministro, os juros do programa habitacional já são os menores desde que o Minha Casa, Minha Vida foi criado. Ele explicou que, mesmo com a Selic em 15% ao ano — um valor alto para a economia —, o governo conseguiu manter taxas bem mais baixas para as famílias que compram imóveis pelo programa.
Hoje, as famílias que ganham até R$ 2.850 por mês, enquadradas na Faixa 1, pagam juros de 4% ao ano nas regiões Norte e Nordeste e de 4,25% nas demais regiões do país. De acordo com o governo, essas taxas permitem que as parcelas caibam no bolso da população de baixa renda.
O ministro afirmou ainda que o programa está funcionando e ajudando muitas famílias a realizarem o sonho da casa própria. A previsão do governo é assinar cerca de 1 milhão de contratos do Minha Casa, Minha Vida por ano, com a meta de chegar a 3 milhões de moradias contratadas até o fim do mandato presidencial.
Enquanto isso, o Banco Central decidiu manter a Selic em 15% ao ano na última reunião, mas indicou que pode começar a reduzir os juros a partir de março, se a inflação continuar sob controle. A Selic influencia os juros cobrados em empréstimos, financiamentos e cartões de crédito.
Mesmo com a possível queda da Selic, os juros altos já têm afetado a economia. Os bancos aumentaram as taxas cobradas da população, o crédito cresceu mais devagar e mais pessoas passaram a ter dificuldade para pagar suas dívidas, o que elevou a inadimplência no país.