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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixa o cargo para concorrer ao governo de São Paulo em 2026. O anúncio foi feito durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, quando Lula pediu que Durigan se levantasse para ser apresentado ao público presente.
Durigan já atuava como secretário-executivo do Ministério da Fazenda desde 2023, sendo o “número dois” da pasta e braço direito de Haddad. Durante esse período, participou de decisões importantes como o aumento da arrecadação de impostos, a articulação da reforma tributária e a renegociação das dívidas dos estados. Advogado formado pela USP, ele também trabalhou anteriormente na Advocacia-Geral da União e foi diretor de Políticas Públicas do WhatsApp.
O novo ministro assume em um momento delicado para a economia brasileira. Além de comandar a área econômica durante a campanha presidencial de Lula à reeleição — período tradicionalmente turbulento —, Durigan terá que lidar com as restrições do arcabouço fiscal, regra que limita os gastos do governo e que está cada vez mais apertada devido ao crescimento das despesas obrigatórias.
Entre os principais desafios está a implementação da reforma tributária, com a entrada em vigor do novo imposto sobre consumo (CBS) em 2027. O ministro também terá que regulamentar o chamado “imposto do pecado”, que incidirá sobre produtos como cigarros e bebidas alcoólicas, podendo provocar aumento de preços em pleno ano eleitoral.
O cenário internacional também preocupa. A guerra no Oriente Médio fez o preço do petróleo disparar para mais de US$ 100 por barril, o que pressiona a inflação no Brasil através do aumento dos combustíveis. Isso pode fazer com que os juros permaneçam altos por mais tempo, dificultando a geração de empregos.
Na prática, a troca de ministro não deve provocar mudanças imediatas na vida dos brasileiros, já que Durigan conhece bem o funcionamento da pasta e deve dar continuidade às políticas de Haddad. No entanto, as decisões que ele tomar nos próximos meses sobre impostos, gastos públicos e medidas econômicas terão impacto direto no bolso da população.