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Faltando cinco meses para as eleições de outubro, nem o presidente Lula (PT) nem o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm candidato definido para o governo de Minas Gerais. O problema é sério porque Minas é o segundo estado com mais eleitores do Brasil e, desde 1989, todos os presidentes eleitos venceram lá. Em 2022, Lula superou Jair Bolsonaro no estado por menos de 50 mil votos.
No campo da oposição, o PL realiza reunião estratégica nesta terça-feira (12) para debater os cenários possíveis. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas, ainda não confirmou se será candidato e prometeu anunciar sua decisão apenas em julho, o que preocupa o partido por deixar pouco tempo antes das convenções.
Além de Cleitinho, o PL estuda outras possibilidades, como uma aliança com o governador Mateus Simões (PSD) ou candidaturas próprias com o empresário Flávio Roscoe ou o ex-prefeito Vittorio Medioli. A definição é dificultada por uma tensão interna entre Cleitinho e o deputado Nikolas Ferreira, que é contrário à escolha do senador.
No campo governista, Lula apostava no senador Rodrigo Pacheco (PSB), mas o político enviou sinais de que pode desistir da candidatura. A desconfiança surgiu após a rejeição de Jorge Messias ao STF, episódio que aproximou Pacheco de Davi Alcolumbre, com quem o Planalto mantém relação difícil. Pacheco prometeu anunciar sua decisão até o fim de maio.
Como alternativas, o PT conversa com o empresário Josué Gomes e com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que garantiu que será candidato ao governo independentemente das alianças. Kalil aparece em segundo lugar nas pesquisas, com 14%.
Especialistas comparam Minas Gerais ao “swing state” americano, estado sem preferência política definida que tende a ser decisivo para o resultado das eleições. Com a direita dividida e o campo governista sem candidato confirmado, o cenário segue completamente aberto a cinco meses do pleito.