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A nomeação de Marco Rubio como principal negociador dos Estados Unidos com o Brasil foi recebida com entusiasmo pela oposição, mas com cautela pelo governo Lula. Apesar de o nome não ser o preferido do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confia que o contato direto com Donald Trump permitirá contornar possíveis obstáculos nas tratativas bilaterais.
Durante a conversa telefônica entre os dois, na segunda-feira (6), Lula e Trump trocaram números pessoais para manter comunicação “sem intermediários”. Segundo auxiliares presidenciais, o gesto reforça a disposição de ambos em buscar um diálogo político e comercial mais direto.
A indicação de Rubio, atual secretário de Estado, foi o ponto mais sensível da conversa. Conhecido por sua postura conservadora e por ter defendido sanções contra autoridades brasileiras, Rubio é visto por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como alguém que pode endurecer as negociações com Brasília.
No Planalto, porém, a avaliação é de que Trump demonstrou boa vontade. O republicano elogiou Lula em suas redes sociais, chamou-o de “bom homem” e sinalizou novos encontros entre os dois presidentes, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.
Com a retomada das conversas, o governo brasileiro espera avançar na redução da tarifa de 40% sobre exportações nacionais. Entre os temas que devem entrar na pauta estão o uso de moeda comum no Brics, a regulação das big techs e o acesso dos EUA às reservas de terras raras do Brasil — algo que Lula admite negociar, desde que o processamento ocorra em território nacional.
Assessores do presidente destacam que o diálogo com Trump representa um passo importante para normalizar as relações, mas reforçam que o Brasil não abrirá mão de sua soberania nem de princípios democráticos nas negociações.