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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (09) o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para reuniões no Palácio do Planalto. Durante o encontro, os líderes assinaram acordos de cooperação em turismo, comércio e cultura. Em declaração à imprensa, Lula fez um alerta: países que não investem em defesa militar correm risco de serem invadidos.
O presidente explicou que a América do Sul não possui armas nucleares, o que torna a região vulnerável. “Se a gente não se preparar na defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, afirmou Lula. Ele propôs que Brasil e África do Sul produzam equipamentos de defesa em conjunto, sem depender de potências militares estrangeiras.
Outro tema discutido foi a exploração de terras raras e minerais críticos, materiais essenciais para fabricar celulares, carros elétricos e painéis solares. Brasil e África do Sul possuem grandes reservas desses minerais, muito cobiçados por países desenvolvidos.
Lula criticou a forma como o Brasil historicamente vendeu suas riquezas naturais. “Já levaram nossa prata, nosso ouro, nosso diamante, nosso minério. O que mais querem levar?”, questionou. O presidente prometeu não repetir esse erro com as terras raras e propôs criar empresas conjuntas para transformar os minerais dentro dos próprios países.
A visita faz parte da estratégia do governo brasileiro de buscar novos parceiros comerciais após os Estados Unidos aumentarem tarifas sobre produtos importados. Atualmente, o comércio entre Brasil e África do Sul movimenta 2,2 bilhões de dólares por ano, mas Lula acredita que poderia ultrapassar 10 bilhões.
Recentemente, o presidente também visitou a Índia e a Coreia do Sul com o mesmo objetivo de diversificar parcerias e reduzir a dependência comercial de países como os Estados Unidos.