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Após registrar deflação em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a subir em setembro, com alta de 0,48%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (9) pelo IBGE. A inflação acumula 3,64% no ano e 5,17% em 12 meses.
A elevação foi impulsionada principalmente pelo grupo Habitação, que avançou 2,97% e respondeu por quase todo o aumento do índice no mês. O principal vilão foi a energia elétrica residencial, que disparou 10,31% com o fim do Bônus de Itaipu e o retorno da bandeira vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
Entre os demais grupos, Vestuário (0,63%) e Despesas pessoais (0,51%) também subiram, enquanto Alimentação e bebidas (-0,26%) registrou a quarta queda seguida, ajudando a conter o avanço do índice. A deflação do grupo foi puxada por itens como tomate (-11,52%), cebola (-10,16%) e batata-inglesa (-8,55%).
Segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, a redução nos preços dos alimentos está ligada ao aumento da oferta de produtos in natura. “Essa maior disponibilidade tem pressionado o grupo para baixo, inclusive refletindo nos preços da alimentação fora do domicílio”, explicou.
Mesmo abaixo das expectativas do mercado, que previa alta de 0,55%, o resultado de setembro indica que a inflação voltou a acelerar após o recuo observado em agosto.