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Inflação aumenta puxada por alimentos e combustíveis, enquanto Correios aprofundam rombo bilionário

A prévia da inflação brasileira acelerou em abril, com o IPCA-15 registrando alta de 0,89%, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (28). O índice acumula 4,37% em 12 meses, ainda dentro do limite máximo de 4,5% estabelecido para 2026. O resultado é significativamente maior do que o registrado em abril do ano passado, quando a variação foi de apenas 0,43%.

Os principais responsáveis pela alta foram os grupos de alimentação e transportes, que juntos responderam por cerca de 65% da inflação do mês. No setor alimentar, a pressão veio principalmente dos alimentos consumidos em casa, com destaque para cenoura (+25,43%), cebola (+16,54%) e leite longa vida (+16,33%). Algumas quedas, como maçã (-4,76%) e café moído (-1,58%), ajudaram a amenizar o resultado.

No setor de transportes, os combustíveis foram os grandes vilões. A gasolina subiu 6,23% e o óleo diesel disparou 16%, reflexo do conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre o preço do petróleo. Economistas destacam que os preços nos postos subiram mesmo sem reajuste oficial da Petrobras, contribuindo para o avanço da inflação.

Enquanto a inflação pressionava o bolso dos consumidores, os Correios revelaram uma situação financeira crítica. A estatal acumulou prejuízo de R$ 3,4 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026, com despesas chegando a R$ 7,4 bilhões, contra receitas de R$ 4 bilhões. Em 2025, a empresa já havia fechado o ano com prejuízo de R$ 8,5 bilhões.

O principal fator de piora nas contas da estatal foi o aumento de 312% nas despesas financeiras, que saltaram de R$ 224 milhões para R$ 925 milhões. Esse crescimento está relacionado aos juros do empréstimo de R$ 12 bilhões contratado no fim de 2025, que deve gerar custo total de R$ 22,4 bilhões ao longo do tempo.

No lado das receitas, os Correios sofreram queda de 60,3% nas encomendas internacionais, impacto associado à “taxa das blusinhas”. Como contraponto, a área de logística cresceu 150% e os serviços de conveniência avançaram 56%, sinalizando novas frentes de receita, mas ainda insuficientes para reverter o quadro deficitário.

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