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O número de alunos com deficiência matriculados nas escolas brasileiras chegou a 2,5 milhões em 2025, segundo o Ministério da Educação (MEC). Apesar do avanço na inclusão, a falta de professores com formação específica tem impedido que todos recebam o atendimento necessário.
Hoje, 92% dos estudantes com deficiência frequentam classes regulares, como prevê a política de educação inclusiva. No entanto, cerca de 150 mil ainda estão fora do ensino regular. Além disso, muitos dos que estão matriculados não conseguem acesso ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), realizado no contraturno escolar.
Em uma escola pública de Ceilândia (DF), por exemplo, 76 alunos têm algum tipo de deficiência, mas apenas 50 conseguem atendimento especializado. A limitação ocorre por falta de profissionais capacitados para atender toda a demanda.
Os dados mostram que o crescimento das matrículas não foi acompanhado pela formação dos docentes. Apenas 151 mil professores — cerca de 6% do total — fizeram cursos de inclusão com mais de 80 horas. Desses, somente 40% tiveram formação específica para o atendimento educacional especializado.
Além da escassez de profissionais, a oferta de suporte é desigual. Alunos da pré-escola e dos anos iniciais do ensino fundamental recebem mais assistência do que estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O MEC reconhece o problema e afirma que pretende investir na criação de centros de formação em todo o país. No entanto, especialistas alertam que é preciso transformar a legislação em políticas obrigatórias de capacitação, garantindo que todos os professores estejam preparados para atender estudantes com deficiência.
(Fonte da Denúncia: Jornal Nacional).