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Governo mistura mais etanol na gasolina e especialistas alertam: seu carro pode sofrer as consequências

O governo federal aumentou a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, por decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nesta terça-feira (14). A medida tem validade de 180 dias e foi tomada em meio à alta do petróleo no mercado internacional, causada pela tensão entre Estados Unidos e Irã.

O objetivo é reduzir a dependência de combustíveis importados, ampliando o uso do etanol produzido no Brasil. O governo afirma que os testes realizados não identificaram problemas relevantes para a maioria dos veículos da frota nacional.

Carros flex e modelos mais novos devem se adaptar automaticamente à nova mistura, sem impactos perceptíveis para o motorista. No entanto, veículos mais antigos, fabricados há mais de 20 anos, podem apresentar dificuldades como demora na partida, perda de potência e aumento no consumo.

Componentes como borrachas, mangueiras, bicos injetores e bombas de combustível são os mais suscetíveis ao desgaste. Filtros e velas de ignição também podem precisar de troca mais cedo do que o habitual.

Donos de carros importados premium, como BMW, Audi e Mercedes, podem enfrentar custos elevados de manutenção. Um bico injetor pode custar mais de R$ 1.200, e a bomba de combustível pode ultrapassar R$ 1.900.

A indústria do etanol defende a medida, enquanto as montadoras pediram cautela e mais testes. Para os motoristas, a recomendação é ficar atento ao funcionamento do veículo e procurar uma oficina caso percebam irregularidades.

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