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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não nomeou um substituto para a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que deixou o cargo no último sábado (4) para concorrer ao Senado nas eleições deste ano. Com isso, o governo federal segue sem um articulador político oficial para conduzir as negociações com deputados e senadores no Congresso Nacional.
A principal votação do ano no Legislativo, porém, depende mais da atuação direta do próprio presidente do que do novo ministro. Trata-se da aprovação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Para ser confirmado, Messias precisa obter a maioria dos votos no Senado, o que exige articulação pessoal de Lula junto aos parlamentares.
Aliados avaliam que o novo titular da pasta deveria ser alguém com bom relacionamento no Senado, onde estão concentradas as pautas mais estratégicas para o governo. Além da indicação ao STF, os senadores também vão analisar a PEC da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara. Lula chegou a convidar o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) para assumir a articulação política, mas a definição ainda não foi oficializada.
Na Câmara dos Deputados, o destaque é o projeto que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. O governo negocia a votação com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e cogita enviar um projeto em regime de urgência caso as conversas não avancem. Assessores do Planalto afirmam, no entanto, que não há outros projetos considerados essenciais em tramitação além da indicação de Messias.
Lula deve retomar conversas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a tramitação do nome de Jorge Messias. O tempo que Alcolumbre levar para enviar a indicação à Comissão de Constituição e Justiça será visto como termômetro da relação entre governo e Senado — uma demora sinalizaria insatisfação do presidente da Casa com o Planalto.
A indefinição sobre quem comandará a articulação política ocorre em momento delicado, com o governo precisando garantir apoio parlamentar para suas prioridades em ano eleitoral. A escolha do substituto de Gleisi Hoffmann será acompanhada de perto por aliados e oposição, já que o perfil do novo ministro pode facilitar ou dificultar as negociações do Executivo com o Congresso.