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O governo federal indicou Guilherme Santos Mello para ocupar uma vaga no conselho de administração da Petrobras e solicitou que ele seja considerado para presidir o colegiado. A indicação foi divulgada pela estatal na noite desta segunda-feira (6) e será votada na assembleia geral de acionistas, marcada para 16 de abril. Mello é um dos principais auxiliares do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Atualmente, Mello ocupa o cargo de secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, onde atua na definição da política econômica do país. Ele também preside o conselho de administração do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e é membro do conselho da PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.), empresa estatal responsável pelos contratos de exploração do pré-sal.
O indicado possui extensa formação acadêmica na área econômica. É doutor em Ciência Econômica pela Unicamp, mestre em Economia Política pela PUC-SP e graduado em Ciências Sociais e Ciências Econômicas. Atualmente está licenciado do cargo de professor do Instituto de Economia da Unicamp, onde coordena o programa de pós-graduação em Desenvolvimento Econômico.
A vaga no conselho da Petrobras surgiu após Bruno Moretti, que presidia o colegiado, ser nomeado ministro do Planejamento e Orçamento pelo presidente Lula. Até a assembleia de abril, Marcelo Weick Pogliese assumiu interinamente a presidência do conselho. Weick já era conselheiro da estatal desde agosto do ano passado e também atua como secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil.
O conselho de administração é o órgão que define as estratégias da Petrobras, incluindo política de investimentos, distribuição de dividendos e direcionamento dos negócios. O colegiado é composto por 7 a 11 membros, indicados pelo governo federal (acionista majoritário), por acionistas minoritários e por representantes dos empregados da companhia.
A Petrobras informou que a indicação de Mello passará pelos procedimentos internos de governança antes de ser levada à votação. Segundo a empresa, o nome será submetido à análise dos requisitos legais, de gestão e de integridade exigidos pela Política de Indicação de Membros da Alta Administração. Se aprovado, ele assumirá o comando do conselho da maior empresa do Brasil.