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O governo federal encerrou 2025 com o maior volume de pagamento de emendas parlamentares da história, totalizando R$ 31,5 bilhões, segundo dados do Ministério do Planejamento. Os recursos foram destinados a obras, serviços e projetos indicados por deputados e senadores em todo o país.
As emendas parlamentares são partes do Orçamento da União que o Congresso pode direcionar para estados e municípios, geralmente para áreas como saúde, infraestrutura e educação. Nos últimos anos, esse tipo de repasse ganhou mais espaço dentro das contas públicas.
Para 2025, estavam autorizados R$ 48,5 bilhões em emendas. Desse total, R$ 47 bilhões foram empenhados, ou seja, o governo assumiu o compromisso de pagar. Até o fim do ano, cerca de 67% desse valor foi efetivamente transferido, enquanto o restante ficou para pagamento nos próximos anos.
A maior parte do dinheiro pago veio das emendas impositivas, que o governo é obrigado a executar. Foram R$ 19,9 bilhões em emendas individuais e R$ 6,3 bilhões em emendas de bancada, definidas em conjunto pelos parlamentares de cada estado.
Já as emendas de comissão, que não têm pagamento obrigatório, somaram R$ 5,3 bilhões em repasses. Apesar de quase todo o valor ter sido reservado no orçamento, menos da metade foi paga em 2025, ficando o restante registrado como “restos a pagar”.
O crescimento das emendas tem sido acelerado nos últimos anos. Em 2016, o Congresso dispunha de cerca de R$ 9 bilhões para esse fim, enquanto em 2025 o valor autorizado chegou a quase R$ 50 bilhões. Na reta final do ano, o governo acelerou os pagamentos para cumprir acordos com o Congresso e reduzir atrasos na execução do orçamento.