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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), passou a enfrentar um novo obstáculo jurídico e político que praticamente o retira do radar como possível candidato a vice-presidente em uma eventual chapa liderada por Flávio Bolsonaro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, apresentou uma notícia-crime pedindo que Zema seja incluído no chamado inquérito das fake news, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
O pedido foi confirmado pelo próprio Gilmar Mendes e, segundo informações, o caso tramita sob sigilo. A solicitação ocorre após Zema ter publicado, no mês passado, um vídeo nas redes sociais com críticas ao STF e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, no contexto do caso envolvendo o Banco Master. No conteúdo divulgado, os ministros aparecem retratados como fantoches.
No documento encaminhado ao Supremo, Gilmar Mendes afirma que tomou conhecimento do vídeo no dia 5 de março e sustenta que o material atinge não apenas sua honra pessoal, mas também a imagem institucional da Corte. Interlocutores do STF informaram que Alexandre de Moraes já enviou o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá se posicionar sobre a abertura de investigação formal.
O inquérito das fake news foi instaurado em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e está sob relatoria de Moraes. A investigação tem como objetivo apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e contra o sistema democrático, especialmente por meio das redes sociais.
A eventual inclusão de Zema nesse inquérito — que já levou a medidas como quebras de sigilo, buscas e apreensões e bloqueios de perfis — aumenta o desgaste político do governador no cenário nacional. Para aliados do campo bolsonarista, o episódio complica qualquer articulação que o colocasse como nome viável para compor chapa majoritária em 2026.
Nos bastidores, a avaliação é que a movimentação de Gilmar Mendes encerra, na prática, as especulações sobre Zema ser cotado como vice de Flávio Bolsonaro. Com o caso agora sob análise da PGR e inserido em um dos inquéritos mais sensíveis do Supremo, o governador passa a enfrentar um ambiente jurídico que dificulta sua projeção nacional no curto prazo.