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Declarações do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), sobre as urnas eletrônicas brasileiras provocaram reação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Integrantes da Corte classificaram as falas como “graves” e “absurdas”.
Flávio afirmou que as urnas usadas no Brasil teriam a mesma origem das utilizadas na Venezuela, citadas em um relatório da CIA sobre supostas fraudes eleitorais naquele país. A declaração colocou em dúvida a segurança do sistema eleitoral brasileiro, gerando repercussão negativa.
O ministro Gilmar Mendes afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é totalmente confiável e que usar relatórios estrangeiros para questionar as urnas nacionais é uma interferência indevida. Outros ministros destacaram que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já desmentiu informações semelhantes diversas vezes.
Para os magistrados, o discurso de Flávio segue um roteiro semelhante ao usado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que fez declarações parecidas no passado, inclusive em reunião com embaixadores, colocando o sistema de votação brasileiro sob suspeita.
Após a repercussão negativa, a campanha de Flávio divulgou nota afirmando que ele não questionou o sistema eleitoral brasileiro, mas apenas citou um relatório internacional sobre eleições na Venezuela. A nota, no entanto, não explicou diretamente a comparação feita com as urnas brasileiras.
O TSE voltou a reafirmar a segurança das urnas eletrônicas e negou qualquer relação com equipamentos mencionados em investigações estrangeiras. As declarações ocorrem em um momento delicado para a pré-campanha de Flávio, que também enfrenta dificuldades para definir o nome de seu vice.