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O Senado realizou nesta quarta-feira (1º) uma sessão de debates sobre a proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. O encontro reuniu senadores, ministros, representantes empresariais e sindicais para discutir os rumos da proposta aprovada pela Câmara em maio.
Representantes do setor produtivo defenderam cautela e pediram um prazo maior para adaptação, alertando que a mudança pode elevar os custos das empresas e impactar a geração de empregos.
Empresários como o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e o da CNC, Ricardo Albano, também criticaram a possibilidade de o debate ser influenciado pelo calendário eleitoral, pedindo que a discussão seja feita com responsabilidade e sem motivação política.
O governo rebateu as críticas com argumentos sociais. O ministro Guilherme Boulos afirmou que trabalhadores mais descansados são mais produtivos, e a senadora Teresa Leitão reforçou que a proposta não é nova, tendo sido protocolada ainda em 2019.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu que o fim da escala entre em vigor imediatamente após a promulgação, sem período de transição, posição que diverge da defendida pelo setor empresarial.
A PEC ainda não começou a tramitar formalmente no Senado. O texto prevê a redução da jornada de forma escalonada em até 14 meses após a promulgação, com garantia de ao menos dois dias de folga por semana.