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O número de alunos matriculados nas escolas brasileiras teve queda significativa no último ano. Segundo o Censo Escolar 2025, divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Inep, o país passou de 47,08 milhões de matrículas em 2024 para 46,01 milhões em 2025. A redução de mais de 1 milhão de estudantes é maior do que a registrada durante a pandemia de Covid-19.
O ministro da Educação, Camilo Santana, explicou que a queda tem duas causas principais: estão nascendo menos crianças no Brasil, o que diminui a quantidade de pessoas em idade escolar, e mais alunos estão sendo aprovados e passando de ano, completando os estudos mais rapidamente. Para o governo, isso significa que há menos crianças e jovens fora da escola, mesmo com menos matrículas no total.
O ensino médio foi a etapa mais afetada. O número de matrículas caiu de 7,79 milhões para 7,37 milhões, o menor registrado desde o ano 2000. As escolas públicas perderam 6,3% dos alunos, enquanto as particulares tiveram leve aumento. São Paulo foi o estado com maior perda: 251 mil estudantes em apenas um ano.
A educação infantil também teve queda de 205 mil matrículas. O Brasil não cumpriu as metas do Plano Nacional de Educação: apenas 39,7% das crianças de 0 a 3 anos estão em creches, quando a meta era 50%, e 93,4% das crianças de 4 e 5 anos frequentam a pré-escola, abaixo dos 100% esperados.
A Educação de Jovens e Adultos teve redução de 5,8%, e o ensino técnico subsequente registrou a maior queda proporcional, com 16,25% de matrículas a menos. Especialistas alertam que o país precisa criar mais de 100 mil novas vagas em creches por ano na próxima década para alcançar as metas educacionais.