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O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está negociando um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal. Em troca de possíveis benefícios na pena, ele pode revelar informações sobre crimes financeiros, pagamentos ilegais a políticos e detalhes sobre uma suposta estrutura montada para espionar autoridades e perseguir jornalistas.
Nesta sexta-feira (20), Vorcaro recebeu a visita do advogado Sergio Leonardo na Superintendência da PF em Brasília. A reunião durou cerca de duas horas. O banqueiro já assinou um termo de confidencialidade com as autoridades, documento que permite as conversas sobre a delação sem que as informações sejam divulgadas publicamente.
Vorcaro foi transferido na quinta-feira (19) da Penitenciária Federal para o prédio da PF, onde está em uma cela pequena com cama, banheiro e grades. A defesa pediu prisão domiciliar ao ministro André Mendonça, do STF, mas o pedido foi negado. Por causa da presença do banqueiro, a segurança no local foi reforçada e drones foram proibidos de sobrevoar a região.
Enquanto isso, a CPMI do INSS descobriu que Vorcaro manteve contato com um número de telefone vinculado ao Supremo Tribunal Federal. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), enviou um ofício pedindo que o tribunal informe, em até 48 horas, quem usou esse telefone nos últimos cinco anos.
O ministro André Mendonça também determinou que os materiais da CPMI relacionados a Vorcaro fiquem protegidos para preservar o sigilo das investigações. Entre os conteúdos encontrados no celular do banqueiro estavam conversas íntimas com sua ex-noiva, a modelo Martha Graeff.
Uma reportagem do jornal O Globo divulgou mensagens que teriam sido enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes poucas horas antes de sua primeira prisão. A assessoria de Moraes negou que as mensagens fossem destinadas a ele.