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O governo federal estuda lançar um programa que permitirá a trabalhadores usar dinheiro do FGTS para quitar dívidas. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, cerca de R$ 7 bilhões podem ser liberados, beneficiando aproximadamente 10 milhões de brasileiros. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo presidente Lula e pode ser anunciada nos próximos dias.
O valor de R$ 7 bilhões é um residual de recursos que deveriam ter sido liberados anteriormente. Em 2024, Lula assinou medidas para liberar o FGTS de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário, foram demitidos e tinham parte do dinheiro bloqueada como garantia de empréstimos bancários. Segundo o Ministério do Trabalho, cerca de R$ 20 bilhões foram liberados em 2025, mas a Caixa não teria repassado a totalidade, sobrando os R$ 7 bilhões que agora podem ser liberados.
A criação do programa é uma demanda do presidente Lula, que tem demonstrado preocupação com o alto nível de endividamento das famílias brasileiras. Mais de 70 milhões de pessoas têm dívidas em atraso no país, muitas pagando juros altíssimos que chegam a 400% ao ano no cartão de crédito.
A lógica da proposta é simples: se o trabalhador usar o FGTS para quitar a dívida, ele para de pagar juros, limpa o nome nos órgãos de proteção ao crédito e melhora sua situação financeira. O dinheiro que estava parado no fundo passa a circular na economia.
Além da liberação dos recursos, o ministro Luiz Marinho defendeu uma nova regulamentação para o uso do FGTS como garantia de empréstimos consignados. O objetivo é criar regras mais claras e evitar que trabalhadores fiquem novamente com o dinheiro bloqueado quando forem demitidos.
O número exato de beneficiados ainda está sendo calculado pelo Ministério do Trabalho, mas a estimativa inicial aponta para cerca de 10 milhões de pessoas, com valor médio de aproximadamente R$ 700 por trabalhador. Para saber se tem saldo disponível, o trabalhador pode consultar o aplicativo FGTS da Caixa.