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O Ministério da Justiça oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A decisão foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva e publicada no Diário Oficial da União. O motivo foi abandono de cargo — infração aplicada quando um servidor some sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos — encerrando o vínculo do ex-deputado com uma carreira que paga salário inicial superior a R$ 14 mil.
A situação tem raízes em 2015, quando Eduardo assumiu o mandato de deputado federal e pediu licença da PF. Ele ficou afastado da corporação por anos, até ter o mandato cassado em dezembro de 2025 por excesso de faltas na Câmara dos Deputados. Após a cassação, não retornou ao cargo, o que gerou a demissão. Vale lembrar que Eduardo mora nos Estados Unidos desde o início do ano passado, alegando fugir de perseguição política no Brasil.
As complicações jurídicas não param por aí. Na mesma sexta-feira (18) em que a demissão foi assinada, o STF rejeitou por unanimidade um recurso da defesa de Eduardo, confirmando sua condenação a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. Ele também ficará inelegível até 2038. A acusação é de que ele pressionou o governo Donald Trump a retaliar ministros do STF para tentar livrar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, da condenação — que acabou acontecendo: Bolsonaro pai foi sentenciado a mais de 27 anos de prisão e cumpre prisão domiciliar.