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A CPMI que investiga fraudes no INSS recebeu nesta quarta-feira (5) os extratos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho mais velho do presidente Lula. Os documentos mostram 1.531 transações entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026, totalizando R$ 19,5 milhões em movimentações. É importante esclarecer que esse valor representa a soma de todas as entradas e saídas, incluindo transferências entre contas do próprio investigado — não significa que ele possua ou tenha recebido esse montante de uma só vez.
Lulinha entrou no radar da CPMI após a Polícia Federal encontrar mensagens entre Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga do filho do presidente. As conversas fariam possíveis referências a Lulinha, o que levou parlamentares da oposição a pedir a quebra de seu sigilo bancário.
A defesa nega qualquer envolvimento de Lulinha nas fraudes previdenciárias e afirma que todas as fontes de renda são “legais e legítimas”. Segundo os advogados, as transferências do presidente seriam adiantamento de herança e devolução de despesas, enquanto os pagamentos aos ex-sócios corresponderiam a aluguel e compra de cotas empresariais. A defesa também denunciou o vazamento dos documentos como “crime grave” e questionou a legitimidade da investigação, argumentando que os extratos não mostram conexão com as fraudes do INSS.
Nesta mesma quarta-feira, o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, mas a decisão não alcançou o caso de Lulinha, cujos extratos continuam sendo analisados pela comissão.