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O período de convenções partidárias para as eleições de 2026 começou nesta segunda-feira (20), mas dois dos principais pré-candidatos à Presidência ainda não definiram seus vices. Enquanto Lula, Caiado e Renan Santos já têm chapas completas, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema chegam ao início do prazo com negociações em aberto.
No caso de Flávio Bolsonaro, a indefinição está ligada às dificuldades em fechar alianças com outros partidos. O senador tem demonstrado preferência por ter uma mulher como vice e chegou a citar os nomes de Daniella Marques e Simone Marquetto, mas o acordo depende do apoio de legendas como o Progressistas e o Republicanos, que ainda não confirmaram posição.
O Progressistas e o União Brasil, que integram a federação União Progressista, sinalizam tendência à neutralidade na corrida presidencial. Já o Republicanos nega ter negociado apoio formal a Flávio, mesmo com conversas ainda em andamento nos bastidores.
Romeu Zema também não tem vice definido. No fim de semana, ele sugeriu o nome de Michelle Bolsonaro para compor sua chapa, mas ela recusou publicamente a proposta. Outro nome cotado, o empresário Geraldo Rufino, perdeu força após indicações de que deve disputar uma vaga no Senado por São Paulo.
Os três candidatos que já têm chapas definidas são Lula, que repetirá a parceria com Geraldo Alckmin (PSB); Caiado, que terá Gilberto Kassab (PSD) como vice; e Renan Santos, que anunciou o militar da reserva Aroldo Medina.
Com as convenções abertas até o dia 5 de agosto, Flávio Bolsonaro e Zema precisam resolver rapidamente a questão do vice, já que a escolha do parceiro de chapa é considerada estratégica para atrair apoios e ampliar o alcance das candidaturas junto ao eleitorado.