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A Polícia Federal divulgou documentos sigilosos do Caso Master que revelam um esquema criminoso envolvendo a família do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As investigações apontam para tentativas de comprar silêncio com empresas de fachada, pagamentos milionários a um senador e a infiltração de informantes dentro da própria PF.
Um dos destaques é o caso de Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, braço direito de Vorcaro que morreu após ser preso. Diante de dificuldades financeiras, Joana ameaçou revelar documentos comprometedores sobre a família Vorcaro, dizendo que poderia “acabar” com eles em programas de TV.
Para conter as ameaças, o grupo usou o operador Manoel Mendes Rodrigues, o “Manolo”, que se reuniu com Joana e sua mãe. Pouco depois, Joana apareceu como sócia de uma empresa com capital de R$ 1 milhão, o que a PF suspeita ser lavagem de dinheiro para pagar seu silêncio.
Os documentos também detalham a relação entre Daniel Vorcaro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A PF aponta que o ex-banqueiro pagava “mesadas” de até R$ 500 mil, além de custear viagens internacionais de luxo com jatos particulares e hotéis de alto padrão. Em troca, o senador teria apresentado uma emenda parlamentar elaborada pela assessoria do Banco Master.
Outro ponto grave foi a descoberta de um documento sigiloso da PF na casa de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro. O papel continha dados extraídos de um sistema restrito da corporação, indicando que a família contava com colaboradores ilegais dentro da Polícia Federal. Um agente já foi preso por suspeita de repassar informações secretas ao grupo.
Daniel Vorcaro segue preso em Brasília, onde tenta firmar um acordo de delação premiada. As propostas apresentadas pelo ex-banqueiro, no entanto, já foram rejeitadas tanto pela Polícia Federal quanto pelo Ministério Público. As investigações continuam em andamento no Supremo Tribunal Federal.