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O governo brasileiro decidiu não discursar nas audiências públicas realizadas nos Estados Unidos sobre a proposta de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Ainda assim, enviará representantes da embaixada em Washington para acompanhar os debates como observadores.
As audiências são promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), responsável pela política comercial americana. Entre os inscritos para falar estão o senador Flávio Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo.
Segundo o Itamaraty, o Brasil entende que as audiências não são o espaço mais adequado para negociações efetivas e prefere manter tratativas técnicas e diplomáticas diretas com o governo americano.
O governo brasileiro já apresentou propostas para responder aos pontos levantados pelos EUA na investigação comercial, mas ainda não recebeu resposta formal. O prazo para tentar um acordo vai até 15 de julho.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, afirmou que o país seguirá priorizando o diálogo e também buscará ampliar mercados internacionais para reduzir possíveis impactos.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a medida tem componente político, mas acreditam que ainda há possibilidade de reduzir a tarifa ou negociar exceções para alguns produtos.