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O Brasil enviou nesta quarta-feira (1º) um documento de 29 páginas ao governo dos Estados Unidos rebatendo as acusações que embasam a proposta de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. O texto, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, contesta ponto a ponto as críticas feitas pelo governo Trump.
Sobre o PIX, os EUA alegam que o Banco Central favorece o sistema em detrimento de empresas americanas. O Brasil respondeu que o PIX é uma infraestrutura pública aberta a todas as empresas, citando que Google Pay e Visa já operam normalmente no sistema, e comparou o modelo ao FedNow, sistema similar criado pelo próprio banco central americano.
Em relação às decisões do STF sobre redes sociais, como o bloqueio do Rumble, os americanos alegam censura. O Brasil afirmou que as decisões foram tomadas dentro da lei, ligadas à proteção da democracia e investigações criminais, e que as regras se aplicam igualmente a empresas nacionais e estrangeiras.
Sobre os acordos comerciais com México e Índia, o governo brasileiro defendeu que são legítimos e reconhecidos pela Organização Mundial do Comércio, não configurando práticas desleais de comércio.
O Brasil também rebateu críticas sobre etanol, propriedade intelectual e corrupção, destacando que as tarifas sobre etanol valem para todos os países sem acordos especiais, que houve avanços reconhecidos pelo próprio governo americano em patentes e que o país mantém compromissos internacionais sólidos de combate à corrupção.
Sobre desmatamento, o governo destacou que os investimentos em fiscalização ambiental cresceram 87,6% entre 2022 e 2026, totalizando R$ 1,345 bilhão, argumentando que as críticas americanas não consideram os avanços reais já alcançados.