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O Ministério da Fazenda anunciou que está finalizando uma parceria entre a Receita Federal e a agência de fronteiras dos Estados Unidos (CBP) para combater o tráfico de armas e drogas entre os dois países. A iniciativa, chamada de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), prevê integração de inteligência e operações conjuntas para interceptar cargas ilegais.
Na prática, os Estados Unidos vão enviar informações sobre contêineres suspeitos que saem de portos americanos com destino ao Brasil. Quando a carga chegar ao país, a Receita Federal já saberá que precisa fiscalizá-la. Se algo ilegal for encontrado, o Brasil notifica os EUA de volta para que reforcem a fiscalização na origem.
O governo também está lançando o sistema “Desarma”, uma ferramenta digital que vai registrar todas as apreensões de armas, identificar a origem do material e enviar alertas automáticos às autoridades americanas. Segundo o ministro Dario Durigan, o objetivo é criar uma via de mão dupla, onde os dois países se ajudam mutuamente a combater o crime organizado.
Nos últimos 12 meses, a Receita Federal apreendeu cerca de 500 kg de armas e 1,5 tonelada de drogas em portos e aeroportos brasileiros. A maior parte das drogas era composta por substâncias sintéticas e haxixe. O secretário Robinson Barreirinhas destacou que esses números mostram a importância de reforçar a fiscalização nas fronteiras.
O acordo acontece em um momento de reaproximação entre Brasil e EUA, após tensões no ano passado que incluíram tarifas extras a produtos brasileiros e sanções ao ministro Alexandre de Moraes. As medidas foram retiradas após negociações entre os presidentes Lula e Trump.
Nos bastidores, os Estados Unidos avaliam classificar facções brasileiras como PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas, mas não há pronunciamento oficial. A Casa Branca argumenta que essa designação é aplicada a grupos que representam risco direto à segurança americana, como os cartéis mexicanos que atuam na fronteira do país.