Apex/Futura aponta Flávio Bolsonaro com quase 6 pontos à frente de Lula no segundo turno de 2026
Uma nova pesquisa do instituto Apex/Futura mostra Flávio Bolsonaro (PL) com vantagem de 5,4 pontos percentuais sobre o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno das eleições de 2026. O levantamento aponta o senador com 48% das intenções de voto, contra 42,6% do petista. O instituto ouviu 2.000 pessoas em 895 cidades entre os dias 7 e 11 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O resultado reforça o cenário apontado pelo Datafolha no último sábado (11), que mostrou empate técnico entre os dois — Flávio com 46% e Lula com 45%. A tendência confirmada pelas duas pesquisas é clara: a curva do senador é ascendente, enquanto a do presidente está estagnada. Em dezembro de 2025, o cenário era oposto — Lula liderava com 51% contra 36% de Flávio.
No primeiro turno, Lula ainda lidera, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. A diferença caiu de 5 a 7 pontos em março para apenas 4 pontos agora. Os demais candidatos aparecem com números muito menores: Ronaldo Caiado (PSD) com 5% e Romeu Zema (Novo) com 4%.
A rejeição é alta para os dois líderes das pesquisas. Segundo a Apex/Futura, 46% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula em hipótese alguma, enquanto 44% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. Quase metade da população tem imagem negativa dos dois candidatos que lideram as intenções de voto.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) minimizou os resultados, lembrando que as pesquisas mostram apenas um retrato do momento. “Pesquisa é momento. A campanha só vai começar depois que tiver as convenções partidárias. Aí, sim, você vai saber quem efetivamente é o candidato”, disse Alckmin durante palestra em São Paulo nesta segunda-feira.
A pesquisa Apex/Futura também mediu a avaliação do STF, que vive turbulência por causa do caso Master. A corte é mal avaliada por 67% dos entrevistados, e 55% dizem ser favoráveis ao impeachment de ministros — dado que reflete o clima de insatisfação com o Judiciário e pode influenciar o debate eleitoral nos próximos meses.