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Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o governo pode estar cometendo um erro ao adotar, no debate do PL Antifacção, a mesma estratégia usada para barrar a PEC da Blindagem — quando o PT votou contra e apostou na rejeição popular da proposta.
Desta vez, porém, o cenário é diferente. O PL que reforça o combate às facções tem apoio da população e deve avançar no Senado, onde os ajustes serão feitos, mas o texto não será arquivado.
Lula criticou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por entregar a relatoria a um adversário e por defender o texto aprovado, o que gerou tensão com o governo.
O texto aprovado na Câmara é visto como problemático por aliados, por:
reduzir recursos da Polícia Federal;
criar brechas legais que podem favorecer criminosos;
dificultar o perdimento de bens.
Mesmo assim, auxiliares defendem que o governo deveria destacar as vitórias obtidas — como impedir mudanças que enfraqueciam a PF — e trabalhar por ajustes, sem passar a imagem de que é contra endurecer o combate ao crime organizado.
A discussão ocorre enquanto a segurança pública lidera as preocupações dos brasileiros. O Centrão e o PL tentam explorar as críticas do governo para dizer que Lula é contra medidas mais duras contra facções.
Além disso, o atrito com Motta pode dificultar a reorganização da base aliada e prejudicar votações importantes nas próximas semanas, como a PEC da Segurança Pública, a LDO e o Orçamento de 2026.