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O empresário Paolo Zampolli, que atua como enviado especial para assuntos globais no governo de Donald Trump, tornou-se alvo de críticas após conceder entrevista a uma emissora de rádio italiana. Durante a conversa, ele fez comentários generalizados e ofensivos sobre mulheres brasileiras, o que gerou repercussão internacional.
Ao falar sobre o fim de seu relacionamento com a brasileira Amanda Ungaro — com quem foi casado por quase duas décadas e tem um filho adolescente — Zampolli atribuiu características negativas às mulheres do país. As declarações incluíram termos considerados misóginos e depreciativos, o que levou a críticas nas redes sociais e na imprensa.
O episódio ganhou novos contornos após o jornal The New York Times publicar reportagem afirmando que Zampolli teria atuado junto a autoridades americanas para influenciar a deportação de Amanda dos Estados Unidos. Ela foi detida em 2025 sob acusação de irregularidades trabalhistas e posteriormente enviada de volta ao Brasil.
Segundo a publicação, o empresário teria feito contato com um alto funcionário do Serviço de Imigração (ICE) logo após a prisão da ex-esposa. Registros indicariam que o caso passou a ser tratado com prioridade. Amanda, atualmente no Brasil, afirma que acredita ter sido prejudicada pela proximidade política do ex-marido com o governo americano.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos negou qualquer favorecimento. Em nota oficial, o órgão informou que a deportação ocorreu porque o visto da brasileira estava vencido e ela respondia a acusações formais. O governo classificou como infundadas as alegações de interferência política.
O caso reacendeu discussões sobre o uso de influência política em questões pessoais e sobre o impacto de declarações públicas de autoridades ou representantes ligados a governos. As falas de Zampolli continuam repercutindo tanto no Brasil quanto na Itália e nos Estados Unidos.