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O que era para ser um dia de recuperação de imagem virou mais um capítulo de crise para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A terça-feira (19) foi planejada por aliados como um momento de virada, mas encerrou com o clima de desconfiança ainda maior dentro do próprio Partido Liberal.
Três revelações surgiram ao longo do dia. A primeira foi a confirmação de que Flávio visitou o banqueiro Daniel Vorcaro em casa, quando ele estava em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. A segunda foi um áudio do deputado Mário Frias agradecendo a Vorcaro pelo financiamento do filme “Dark Horse”, contrariando declarações anteriores sobre a origem do dinheiro.
A terceira revelação foi que os recursos para as filmagens teriam vindo de um fundo chamado Havengate, sediado nos Estados Unidos. A informação levantou questionamentos sobre por que o dinheiro teria saído do Brasil, ido para os EUA e depois retornado para financiar a produção.
Ao fim do dia, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro admitiram que deu tudo errado. O consenso é que Flávio precisa urgentemente sair do que chamam de “inferno astral”, período de crises consecutivas que estão minando sua imagem como pré-candidato.
O temor dentro do partido é que, a cada semana, uma nova revelação sobre a relação de Flávio com o banqueiro preso apareça e enfraqueça ainda mais a candidatura. “Essa novela de suspense tem de acabar. Se a cada semana ficarmos tensos sobre como pode ser o próximo capítulo, um candidato não sobrevive”, desabafou um aliado.
O caso ainda pode ter desdobramentos jurídicos, com as perguntas sobre o financiamento do filme e a relação entre Flávio e Vorcaro potencialmente atraindo a atenção da Polícia Federal, o que tornaria a situação ainda mais delicada para o pré-candidato às vésperas das eleições.