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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a aliados a possibilidade de reenviar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Senado para uma vaga no STF. A ideia ainda não está decidida e divide o próprio governo, que avalia o risco de uma nova derrota.
A indicação de Messias foi rejeitada recentemente pelo Senado, com 42 votos contra e apenas 34 a favor, sete abaixo do mínimo necessário. Foi a primeira rejeição de um indicado ao STF em mais de 130 anos e foi encarada por Lula como uma derrota pessoal do governo.
Pela Constituição, não há proibição de reenviar o mesmo nome. No entanto, uma norma interna do Senado de 2010 impede a análise de um nome rejeitado na mesma sessão legislativa. Isso significa que, mesmo que Lula reenvie a indicação, o Senado só poderia votar em 2027.
O presidente considera que o responsável pela articulação contrária foi o senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Aliados aconselham Lula a conversar com Alcolumbre antes de qualquer decisão, mas o clima entre os dois é considerado ruim.
Nos bastidores, Lula teria dito a Messias que ele ainda será ministro do STF, especialmente em um eventual novo mandato, quando pelo menos duas vagas deverão ser abertas na Corte.
Reenviar o nome antes das eleições seria uma aposta arriscada. Para aliados, uma nova derrota poderia ser prejudicial para Messias, mas também poderia ser usada como argumento político pelo governo durante a campanha eleitoral.