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O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga o uso de recursos enviados pelo deputado federal Pastor Gil (PL-MA) para eventos festivos no interior do Maranhão. O parlamentar, condenado pelo STF por participação em esquema de propina envolvendo emendas parlamentares, destinou R$ 1,8 milhão para o Carnaval e um show em Zé Doca.
Segundo o portal Metrópoles, R$ 1,5 milhão foram enviados para estruturas provisórias do Carnaval de 2024 e outros R$ 300 mil para contratar um show do cantor Tarcísio do Acordeon durante o Dia das Mães no município.
Os valores foram transferidos por meio de emendas Pix, mecanismo que permite a transferência direta de recursos federais para prefeituras. O TCU apura se houve irregularidades na destinação e no uso do dinheiro público.
Na época dos repasses, a prefeitura de Zé Doca era administrada por Josinha Cunha, irmã do deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), também condenado pelo STF no mesmo processo. Atualmente, a gestão está com Flavinha Cunha, sobrinha do parlamentar.
O TCU também investiga possíveis irregularidades nas contratações artísticas. A prefeitura anunciou quatro bandas nacionais para o Carnaval, mas apenas Calcinha Preta e Mastruz com Leite teriam se apresentado.
Pastor Gil afirmou que enviou os recursos por “carinho” pela população da cidade e disse que a responsabilidade pela execução e prestação de contas é da prefeitura. Em março deste ano, o STF condenou Pastor Gil, Josimar Maranhãozinho e o ex-deputado João Bosco Costa por cobrança de propina em troca de emendas parlamentares.