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O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou nesta quarta-feira (6) o nome do vice-governador Felipe Camarão como pré-candidato ao governo do Maranhão. Ao mesmo tempo, o partido decidiu adotar uma estratégia de “palanque duplo”, mantendo diálogo com o grupo do governador Carlos Brandão para não perder influência no estado, independentemente de quem vença a eleição.
O palanque duplo significa que o PT vai apoiar o próprio candidato, mas sem fechar portas com aliados de outros grupos políticos próximos. A estratégia busca evitar um isolamento do partido no estado e garantir que, mesmo sem vencer, o PT mantenha espaço político no próximo governo.
A decisão também encerrou as especulações sobre um possível apoio do PT ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que lidera as pesquisas com 35% das intenções de voto, seguido por Orleans Brandão (MDB) com 24%. Camarão aparece em quarto lugar, com 7%, segundo levantamento da Quaest realizado em março.
O cenário é reflexo de um racha na esquerda maranhense. Embora Carlos Brandão seja historicamente próximo ao PT, o governador decidiu apoiar o sobrinho Orleans para a sucessão, rompendo acordos com o PT e com o grupo ligado ao ministro do STF Flávio Dino, o que gerou tensão entre aliados.
Para o Senado, os maranhenses também elegerão dois senadores em outubro. A senadora Eliziane Gama (PT) é apontada como nome certo na chapa apoiada pelo partido, enquanto o ex-ministro André Fufuca (PP) aparece como uma das possibilidades para a segunda vaga.
Segundo apuração, o presidente Lula não deve visitar o Maranhão durante a campanha eleitoral. Com isso, os candidatos petistas terão mais liberdade para negociar alianças localmente e buscar composições com diferentes grupos políticos sem depender da presença direta do presidente.
(Fonte: Metrópoles).