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O vice-presidente Geraldo Alckmin concedeu entrevista nesta terça-feira (5) e abordou os principais temas da semana. Ele defendeu o PIX diante das críticas de Trump, apoiou a criação de mandatos para ministros do STF, comentou a rejeição de Jorge Messias ao Supremo e explicou o funcionamento do Desenrola 2.0. Em paralelo, aliados do governo alertaram que Lula precisa mudar o tom do discurso para conquistar o eleitor independente em 2026.
Sobre a reunião entre Lula e Trump, prevista para esta quarta-feira (6), Alckmin afirmou que o encontro será uma oportunidade para explicar o funcionamento do PIX e mostrar que o Brasil não representa nenhum problema comercial para os Estados Unidos. Segundo ele, os americanos vendem mais para o Brasil do que compram, e o objetivo é construir uma relação de benefícios mútuos entre os dois países.
O vice-presidente também defendeu a criação de mandatos com prazo definido para ministros do STF, em substituição ao modelo atual, que permite a permanência no cargo até os 75 anos. A proposta é vista por aliados de Lula como uma resposta estratégica ao desgaste do Supremo no debate público e um tema que pode ser explorado na campanha eleitoral de 2026.
Ao comentar a rejeição de Jorge Messias ao STF, Alckmin admitiu que o governo foi surpreendido pelos votos contrários. Ele disse não ter como provar se houve articulação política nos bastidores, mas reconheceu que partidos que o governo esperava apoiar a indicação acabaram votando contra, com placar de 42 a 32.
Sobre o Desenrola 2.0, Alckmin explicou que o programa permite renegociar dívidas com descontos de até 90% e juros limitados a 1,99% ao mês. Uma das novidades é o uso de até 20% do saldo do FGTS para quitar débitos, com transferência direta da Caixa para o banco credor, sem passar pelas mãos do trabalhador. A expectativa é renegociar até R$ 58 bilhões em dívidas.
Apesar dos acertos econômicos, aliados do presidente alertam que o discurso adotado no Dia do Trabalho, com críticas a ricos, patrões e bolsonaristas, pode afastar o eleitor independente. Para esses interlocutores, Lula precisa equilibrar o tom combativo com mensagens de estabilidade e defesa da democracia para ampliar sua base eleitoral rumo a 2026.