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O governo federal anunciou que continuará adotando medidas para aumentar a arrecadação de impostos nos próximos anos. A informação consta no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado ao Congresso nesta quarta-feira (15). O documento também prevê que o salário mínimo suba para R$ 1.717 em janeiro de 2027, com pagamento a partir de fevereiro.
A meta principal é que as contas públicas voltem ao superávit em 2027 — ou seja, que o governo arrecade mais do que gasta. O objetivo é um resultado positivo de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta admite uma margem de tolerância, permitindo resultado entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões sem que seja considerada descumprida.
O projeto prevê ainda algumas flexibilizações. Gastos com precatórios e investimentos em defesa, saúde e educação, que somam R$ 65,7 bilhões, podem ficar fora do cálculo da meta. Na prática, o governo poderá registrar um déficit de até R$ 29,1 bilhões sem violar formalmente a regra fiscal. Ainda assim, a equipe econômica projeta fechar 2027 com superávit de R$ 8 bilhões.
Para alcançar esse resultado, o governo afirma que seguirá revisando ou eliminando isenções fiscais que não trazem retorno econômico e tornando o sistema tributário mais progressivo, com maior cobrança de quem tem renda mais alta. Nos últimos anos, diversas medidas já foram adotadas, como tributação de fundos exclusivos, aumento de impostos sobre combustíveis, criação da “taxa das blusinhas” e cobrança sobre apostas online.
Apesar de todos esses aumentos, o governo ainda não conseguiu zerar o déficit. A carga tributária — proporção entre impostos pagos e a riqueza total do país — atingiu em 2024 o maior nível em mais de 20 anos, chegando a 32,4% do PIB, segundo o Tesouro Nacional. O aumento veio quase inteiramente dos tributos federais.
O desafio do governo é equilibrar as contas sem comprometer o crescimento econômico e sem onerar excessivamente a população. Com as eleições de 2026 no horizonte, a discussão sobre novos aumentos de impostos promete ser um dos temas mais sensíveis do debate político nos próximos meses.