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O jornal norte-americano The Wall Street Journal publicou uma reportagem afirmando que o Primeiro Comando da Capital (PCC) se tornou uma das maiores organizações criminosas do mundo. A publicação compara a facção brasileira às máfias italianas e destaca seu nível de organização, chamando o grupo de “potência global da cocaína”.
Segundo o jornal, o PCC tem cerca de 40 mil integrantes e atua em aproximadamente 30 países, em todos os continentes habitados. A principal atividade do grupo seria o tráfico internacional de cocaína, com rotas que saem da América do Sul em direção à Europa e que estariam avançando também para os Estados Unidos.
A reportagem aponta que o PCC funciona como uma espécie de “multinacional do crime”, com regras internas rígidas e estrutura organizada. Integrantes manteriam perfil discreto e foco nos lucros, seguindo um código de conduta que garante disciplina e lealdade dentro da organização.
Nos Estados Unidos, autoridades já identificaram pessoas com suposta ligação com a facção em estados como Flórida, Nova York e Massachusetts. Há discussões no país sobre classificar o PCC como organização terrorista estrangeira, medida que permitiria ações mais duras contra o grupo. O governo brasileiro, no entanto, se posiciona contra essa classificação.
O texto também afirma que o PCC utiliza diferentes estratégias para recrutar membros e lavar dinheiro. Entre elas estariam promessas de apoio jurídico a detentos e uso de empresas como postos de gasolina, motéis e construtoras para movimentar recursos ilícitos.
Além do tráfico de drogas, o grupo seria envolvido em atividades como mineração ilegal, extração de madeira e tráfico de pessoas. Para especialistas citados na reportagem, a estrutura descentralizada e organizada do PCC dificulta o combate e contribui para sua expansão internacional.

(Fotos: Sergio Lima-AFP-Getty Images/Fonte: THE WALL STREET JOURNAL).