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Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) registrou pela primeira vez na série histórica do instituto que Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) em simulação de segundo turno. O senador tem 42% das intenções de voto, contra 40% do petista. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, configurando empate técnico, mas marca uma virada simbólica importante na corrida presidencial de 2026.
A evolução dos números ao longo dos meses conta a história da mudança. Em dezembro, Lula tinha vantagem de 15 pontos sobre Flávio. Em fevereiro, a diferença havia caído para 5 pontos. Em março, os dois empataram pela primeira vez com 41% cada. Agora, em abril, Flávio aparece dois pontos à frente, consolidando uma tendência de crescimento do senador e estagnação do presidente.
A pesquisa também revelou que a aprovação do governo Lula continua caindo. Atualmente, 52% desaprovam a gestão e 43% aprovam. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, apontou dois fatores como principais causas da insatisfação: o preço dos alimentos, que subiu na percepção de 59% para 72% dos entrevistados em apenas um mês, e o endividamento das famílias, que afeta 72% dos brasileiros.
A percepção econômica da população é negativa. Metade dos entrevistados (50%) diz que a economia piorou nos últimos 12 meses, contra apenas 21% que apontam melhora. Mesmo com medidas como a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, 66% dos brasileiros afirmam não ter sentido efeitos positivos. O programa Desenrola tem aprovação de 46%, mas ainda é desconhecido por 45% da população.
Nos demais cenários de segundo turno testados pela pesquisa, Lula aparece à frente dos outros candidatos da direita. Contra Romeu Zema (Novo), o presidente vence por 43% a 36%. Contra Ronaldo Caiado (PSD), por 43% a 35%. Flávio Bolsonaro segue sendo o único candidato capaz de empatar ou superar Lula nas simulações.
A pesquisa também revelou um equilíbrio no “medo” que os dois lados representam para o eleitorado: 43% dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro, enquanto 42% temem a continuidade do governo Lula. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 9 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.